sábado, 2 de janeiro de 2010

Balançar..

Pedi um ano de mudanças e assim foi..

Foi um ano de viagens, Porto, Lisboa, Portalegre, Siena, Florença, Piza, Bright, Vigo, Corunha; Boi toul, de bicicleta a Lombardos, Setubal, Monção, Figueira, Porto Covo, Senhora d Estrela, Santiago.. e de jantares no prazeres da carne, Ida e Volta, japonês, D. Luis, Piaza, em tua casa, e na tua, e na tua também.. Foi um ano de transformações, Formações, IPSS´s, ONG´S.. do laranja ao preto, do azul ao verde.. de Mafalda Veiga a Maya Andrade.. do “Equador” à “Sombra do vento..” do prision breck a Anatomoa de Grey.. 2009 Veio com quatro casamentos e vestidos diferentes (não em todos), 2 despedidas de solteiro.. A não ida a África.. a vinda do “P. Domingos..”, as saudades.. os “momentos de chás.., Os túneis.. os abraços.. os sorrisos.. as decepções.. os olhares.. os reencontros.. Foi um ano de partidas e as chegadas de pessoas na minha vida.. Já existe sonhos e planos, mas as expectativas ficam para 2010, tive com bons amigos e descobri os maus também, uns ignorei.. outros não, ri muito, chorei menos, mudei um bocadinho e arrisquei no que acredito..

Com algumas mudanças, sem grandes inquietações, veio, e assim se vai..

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

A pressa..

A pressa que nos molda, que nos transforma, que nos diz como fazer tudo..
A pressa que nos arrasta para o stress, que nos limpa a alma de tudo o que é bom e tem sabor..
A pressa inimiga da virtude, a pressa..
a pressa.. a pressa.. somos nos quem a criamos..
Somos nós que a alimentamos e ela passado algum tempo assume um poder sobre nós, ainda que não queiramos, ainda que tentemos que não aconteça, mas é igual a um cão que se revolta contra a mão que lhe deu comida.
A pressa que traz consigo a incompreensão, a impaciência, o impedimento de viver cada dia ao máximo, de gozar os bons momentos para que eles fiquem guardados na nossa memória e os maus sejam apagados..
A pressa..

quinta-feira, 29 de outubro de 2009



sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Há momentos em que pequenos gestos fazem toda a diferença..

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Uma voz..

que às vezes é cheia
de som..
os olhos dizem
que às vezes é falsa..

Que às vezes me prende
carregada
das lágrimas
que às vezes me tira..

Que às vezes me cansa..
Assusta
o longe
que às vezes se torna..

Que às vezes é leve
brisa
na vida
que às vezes respira

Que às vezes é mansa
desmancha
ferro
que às vezes fica

Que às vezes me liga
a ti
une
que às vezes fervilha

A tua voz
que às vezes muda
tem sempre
no fundo
uma voz tua
uma voz nua
uma voz
uma..

Lembro-me..

Lembro-me da tua cara
Repousada
Sobre aquela História
Que ouvias
Carregada de ti

Lembro-me do brilho
Que não se apagava
Da força
Da garra
Do que a História
Mudou em ti

Lembro-me de te ver triste
De olhos abertos
A procurar

Lembro-me da luta
Que não te deixou
Que tu não deixaste

Lembro-me de ouvir
Esse coração
Como batida da tua vida

Mas do que eu não me consigo lembrar
Porque ainda o vivo
Porque ainda acontece
É da firmeza das tuas mãos
Que ainda hoje agarram as minhas
E da clareza dos teus olhos
Que ainda hoje fixam os meus
Enquanto oiço da tua boca:
“Sabes que...acima de tudo...
Sou louco...
louco por ti..”

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Diz-me..

Fugiste de ti..
Como os olhos fogem do sol..
Negaste o teu próprio amor..
Como a lua nega o dia..

E eu penso:
Será que o vento não entrou em ti,
Com a doçura, melodia e força(!)
Com que entrou em mim?!
Será que não te escancaraste..
Será que não viste?!
Não te tremeram as pernas?
Não te parou o coração?
Não te deitaste no chão?!
Não O agarraste?!
Não choraste como eu..
Chorei..?
Não Lhe pediste desculpa?
Não te repetiste..de joelhos..
Todas as vezes possíveis
Até ouvires a Sua voz?!
Não Lhe pediste pra não te deixar?!
Para te agarrar?!
Não Lhe deste tudo..?
O que é que aconteceu..?
Não Lhe deste tudo?!
Não te apaixonaste?
Não te encontraste?
Não respiraste?!
Se não..
Diz-me..
Tu não derramaste..
Uma única lágrima?!

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Hoje II..

Como raio de sol
Por dentro dum qualquer dia trancado
O teu olhar seguro e inteiro
Ergue-me a cada dia
Da monocórdica fragilidade

Toda a luta
Toda a guerra
Consiste em Te ver, em olhar
Esses braços abertos

As horas, os dias
Perdidos em pensamentos
Perdidos na pretensão
De me poder vencer a mim mesma

Estão longe, tão longe
Da devastadora força
Do Teu olhar no meu

..Hoje..

Tenho saudades tuas.. De gostar de ti..
Mas não do resto, dos medos, das dúvidas, de ser pequenina..
Mas sei (porque me ensinaste) que nada dura para sempre..
Nem a mágoa..
Nem a jura de que não me meto mais em confusões..
Meto-me nelas todos os dias..
Como se não soubesse o quanto custa depois..
E continua a ser pela ideia do que nós tivemos juntos..
Porque tenho a certeza que um dia vou voltar a gostar assim..
Gostar por gostar..
Gostar também quando se tem..
Continuar a querer o que se quis e agora se tem..
E não confundir esse gostar com outra coisa qualquer que às vezes me forço a sentir só porque gosto de gostar
Mas é um gostar falso, um gostar não do outro, mas do que o outro nos faz sentir
E não é um gostar assim que quero..
Porque já sei o que é gostar a sério...

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Verões..

Hoje deu-me saudades dos meus Verões..

de nunca ter pressa para as noites acabarem..

da leveza dos meus encontros..

tive saudades da liberdade total de saber que aquele tempo é meu..

tive saudades..

que raio de fase é esta? Onde tanta coisa fica diferente e tanto de mim ainda permanece igual..

hei-de acabar por me habituar a estes Verões e a estes encontros..

dIzem os entendidos que é sempre assim que acaba por acontecer..

mas gostavam muito mais dos outros..

lá isso gostava..


sexta-feira, 31 de julho de 2009

Amiga..

Amiga,
Como te dizer
Como te mostrar
Como te fazer perceber
Que quando te dói
Quando te arde
Quando te arranca
A mim também..
Me dói
Me arde
Me arranca
O coração!

Amiga,
Como te dizer
Como te mostrar
Como te fazer perceber
Que quando te enche
Quando te liberta
Quando te arrepia
A mim também..
Me enche
Me liberta
Me arrepia
O coração!

Não estivesse eu fechada,
No cubículo do que consigo ver
Chegasse eu mais longe,
Olhando com o coração
E seria..
Mais claro
Mais simples
Mais evidente
Que tu e eu,
Pela amizade
Pelo amor
Que tremendamente
Nos liga
Nos une...
Tu e eu...

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Quero Ser

Já Te soube falar
Bem melhor, com mais calor
Já Te soube cantar
Com outra côr.

Já olhei para Ti
Já estranhei o que és em mim
Já tentei não te ver
Tentei não Ser!

Hoje só quero falar
Hoje só quero olhar
Hoje só quero cantar
Porque quero Ser..

quarta-feira, 29 de julho de 2009


Podemos fugir da chuva
Escapar ao vento
Esconder-nos do sol
Podemos, mas…

Sempre que nos toca
Esse olhar novo
Esse olhar que mesmo à distância
Nos levanta

As nossas cores
Ganham mais cor
A nossa música
Ganha harmonia

Porque esse olhar
Que nos tocou
Tinha consigo
Um poder

Tinha consigo
Aquela humanidade
Que desperta toda a humanidade
Do que encontra!

terça-feira, 28 de julho de 2009

Falta-me..

- Entrar num avião e sentir-me pequena..
- O teu olhar e o teu abraço a dizer que tudo vai correr bem..

- Os nossos almoços..
- Dançar Kizomba de olhos vendados numa capela..
- As tuas massagens..
- As nossas conversas até de madrugada no cinquecento..
- As longas conversas em tua casa de cháve
na na mão..
- O nosso chocolate quente..
- Registar uma palavra com marcador numa cartolina antes de me deitar..
- O teu Kafoné..
- As conversas na mesa da constep..
- A tua paciência para o meu inglês..

- A nossa varanda..
- A tua cumplicidade..
- Os nossos momentos de "roubo de laranjas.."
-Os nossos cigarros de Manga..
- Adormecer no chão e em boa companhia..
- As nossas tardes de praia..

- Das intermináveis reuniões..
- Dos muitos passeios nocturnos até a cidade..
- Dos nossos jantares a três..
- Do meu "quintal.."
- Das tuas piadas..

- De conduzir aquelas "meias estradas"..
- "Aquela oração.."
- Dos teus poemas..

- A tua atenção..
- Os nossos m
omentos de parvoeira..
- São Tomé..
-Lembra-me de cada um destes momentos todos os dias..

Falta- me recordar todos vocês, todos os dias..
Nostalgia..



“Na verdade, não temos saudades,é a saudade que nos tem, que faz de nós o seu objecto.. Imersos nela, tornamo-nos outros..
Todo o nosso ser ancorado no presente fica, de súbito, ausente”..

sábado, 25 de julho de 2009

Túneis.. e Mais Túneis..



Bem ou mal
construídos, velhos ou novos, sujos ou limpos... o que vale é que há sempre "uma luz ao fundo!.. :)

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Liberdade.. Partilha.. Confiança..



Conversas.. Olhares.. Abraços..



Obrigada..

( .. )
Sapatilhas..




Sem inspiração ainda..
Post em construção..


Mas deixa-me muito feliz saber que mesmo longe continuas a participar nos meus vícios loucos =)
Obrigada amiga ( )..

domingo, 12 de julho de 2009

Porque há dias..



No meu quarto há uma janela
Sobre um pedaço do mundo
Na rua estreita
Os prédios seguram o céu

As caras de sempre
Têm dias sorridentes e outros sisudos
Porque de alegria e de tristeza
Cada um tem um pedaço que é o seu

No meu quarto, pela janela,
O sol entra em geometria
Faz desenhos no chão
Pinta-me lume na pele

Rasga sombras teimosas, escondidas,
A reclamar poesia
E voa das mãos pequenas
Que lançam para a rua aviões de papel

Há dias que sopram
Os dias que vão,
Levantam asas
Ou ficam em pedaços pelo chão
Há dias perdidos
E outros sem fim
A colar cada pedaço
Do mundo que se partiu dentro de mim

Nesta rua estreita
Os prédios escondem o resto do escuro
Os caminhos da noite, mais longe,
No resto do céu

Há em cada olhar
A vaga certeza do mesmo rio ao fundo
Mas por dentro do peito
Cada um traz um horizonte que é o seu

Há dias que sopram
Os dias que vão,
Levantam asas
Ou ficam em pedaços pelo chão
Há dias perdidos
E outros sem fim
A colar cada pedaço
Do mundo que se partiu dentro de mim

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Cantiga

Já não posso ser contente,
Tenho a esperança perdida,
Ando perdido entre a gente,

Nem morro, nem tenho vida.


Glosa

Depois que meu cruel Fado

Derrubou uma esperança,
Em que me vi levantado,
No mal fiquei sem mudança,
E do bem desconfiado:
O coração que isto sente,
À sua dor não resiste,
Porque vê mui claramente
Que, pois nasci para triste,

Já não posso ser contente.

Por isso, contentamentos,
Fugi de quem vos despreza.
Já fiz outros fundamentos;
Já fiz, Senhora, a tristeza
De todos meus pensamentos.
O menos que lhe entreguei
Foi esta cansada vida:

Cuido que nisso acertei,
Porque de quanto esperei
Tenho a esperança perdida.

Gostos de mudança cheios,
Não me busqueis, não vos quero;
Tenho-vos por tão alheios,
Que do bem, que não espero,
Inda me cansam receios:

De vós desejo esconder-me,
E de mim, principalmente,
Onde ninguém possa ver-me;
Que, pois me ganho em perder-me,
Ando perdido entre a gente.

Acabar-me de perder
Fora já muito melhor,
Por acabar uma dor

Que, não podendo mor ser,
Cada vez a sinto mor...
Em tormento tão esquivo,
Em pena tão sem medida,
Que morra, tão sem medida,
Que morra, ninguém duvida;
Mas eu, se morro ou se vivo,
Nem morro, nem tenho vida.



Voltas

Prazeres que tenho visto
Onde se foram, que é deles?
Fora-se a vida com eles,
Não me vira agora nisto...
Vejo-me andar entre a gente
Como coisa esquecida:
Eu triste, outrem contente;

Eu sem vida, outrem com vida.

Vieram os desenganos,
Acabaram os receios;
Agora choro meus danos,
E mais choro bens alheios...
Passou o tempo contente,
E passou tão de corrida,
Que me deixou entre a gente

Sem esperança de vida.


Diogo Bernardes