sexta-feira, 9 de outubro de 2009
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Uma voz..
que às vezes é cheia
de som..
os olhos dizem
que às vezes é falsa..
Que às vezes me prende
carregada
das lágrimas
que às vezes me tira..
Que às vezes me cansa..
Assusta
o longe
que às vezes se torna..
Que às vezes é leve
brisa
na vida
que às vezes respira
Que às vezes é mansa
desmancha
ferro
que às vezes fica
Que às vezes me liga
a ti
une
que às vezes fervilha
A tua voz
que às vezes muda
tem sempre
no fundo
uma voz tua
uma voz nua
uma voz
uma..
Lembro-me..
Lembro-me da tua cara
Repousada
Sobre aquela História
Que ouvias
Carregada de ti
Lembro-me do brilho
Que não se apagava
Da força
Da garra
Do que a História
Mudou em ti
Lembro-me de te ver triste
De olhos abertos
A procurar
Lembro-me da luta
Que não te deixou
Que tu não deixaste
Lembro-me de ouvir
Esse coração
Como batida da tua vida
Mas do que eu não me consigo lembrar
Porque ainda o vivo
Porque ainda acontece
É da firmeza das tuas mãos
Que ainda hoje agarram as minhas
E da clareza dos teus olhos
Que ainda hoje fixam os meus
Enquanto oiço da tua boca:
“Sabes que...acima de tudo...
Sou louco...
louco por ti..”
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Diz-me..
Fugiste de ti..
Como os olhos fogem do sol..
Negaste o teu próprio amor..
Como a lua nega o dia..
E eu penso:
Será que o vento não entrou em ti,
Com a doçura, melodia e força(!)
Com que entrou em mim?!
Será que não te escancaraste..
Será que não viste?!
Não te tremeram as pernas?
Não te parou o coração?
Não te deitaste no chão?!
Não O agarraste?!
Não choraste como eu..
Chorei..?
Não Lhe pediste desculpa?
Não te repetiste..de joelhos..
Todas as vezes possíveis
Até ouvires a Sua voz?!
Não Lhe pediste pra não te deixar?!
Para te agarrar?!
Não Lhe deste tudo..?
O que é que aconteceu..?
Não Lhe deste tudo?!
Não te apaixonaste?
Não te encontraste?
Não respiraste?!
Se não..
Diz-me..
Tu não derramaste..
Uma única lágrima?!
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Hoje II..

Como raio de sol
Por dentro dum qualquer dia trancado
O teu olhar seguro e inteiro
Ergue-me a cada dia
Da monocórdica fragilidade
Toda a luta
Toda a guerra
Consiste em Te ver, em olhar
Esses braços abertos
As horas, os dias
Perdidos em pensamentos
Perdidos na pretensão
De me poder vencer a mim mesma
Estão longe, tão longe
Da devastadora força
Do Teu olhar no meu
Mas não do resto, dos medos, das dúvidas, de ser pequenina..
Mas sei (porque me ensinaste) que nada dura para sempre..
Nem a mágoa..
Nem a jura de que não me meto mais em confusões..
Meto-me nelas todos os dias..
Como se não soubesse o quanto custa depois..
E continua a ser pela ideia do que nós tivemos juntos..
Porque tenho a certeza que um dia vou voltar a gostar assim..
Gostar por gostar..
Gostar também quando se tem..
Continuar a querer o que se quis e agora se tem..
