sábado, 31 de janeiro de 2009


Quando A Chuva Passar - Ivete Sangalo - Ao Vivo No Maracanã (LM)

"mas não vou chorar se você quiser partir.."
"esta tempestade um dia vai acabar.."
"a nossa história não termina agora.."
"as vezes a distancia ajuda.."
"quando a chuva passa.."

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009



"E que nele posso navegar sem rumo,
Não respondas
Às urgentes perguntas
Que te fiz..
Deixa-me ser feliz
Assim,
Já tão longe de ti como de mim..

Perde-se a vida a desejá-la tanto..
Só soubemos sofrer, enquanto
O nosso amor
Durou..
Mas o tempo passou,
Há calmaria..
Não perturbes a paz que me foi dada.
Ouvir de novo a tua voz seria
Matar a sede com água salgada.."


Tuas janelas são oculáres..
para uma cidade que não dorme,
uma linha que permitiste eu e o porto
coexistimos, numa cumplicidade eterna..

Que cores, que figuras, que tons mágicos..!
quase mergulho nesse mundo de indios,
quase sou indio também..

Sinto história, sinto cultura,
Sinto a chegada no aroma de um café..

És um mundo à parte,
ou parte do mundo
és poesia, és silêncio
és conversas, olhares e sorrisos

És porto..
(anónimo)

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Há uns tempos escrevi um post sobre o Trabalho/Emprego que dizia:


"Desde pequena que me fazem a típica pergunta “O que queres ser quando for grande?”, eu meia atrapalhada ia respondendo que não sabia, mas pensava sempre que o que queria era um emprego.

Hoje “já grande”, olho para trás e apercebo-me que estava errada, que na verdade o que eu mais queria era ter um trabalho e não um emprego!

Nos últimos dias tenho andado a pensar a diferença entre as duas palavras, não a diferença de significado mas a diferença no dia-a-dia. A palavra emprego faz-me lembrar esforço, ocupação, qualquer coisa para produzir riqueza… Enquanto a palavra trabalho lembra-me produção, dedicação, esforço, motivação, empenho…

Hoje estava no meu “novo entretém” (ginásio), e comecei a ver uma professora de Natação com os seus miúdos e deu-me uma inveja incrível, não pela quantidade de miúdos que estavam a sua volta mas pelo ar de “realizada” com que estava no seu emprego, a ensinar os miúdos a nadar. Comecei a imaginar como deve ser bom fazer o que realmente gostamos e ainda receber por isso.

Acho que simplesmente ando ocupada com emprego e não consegui descobrir o meu trabalho …

Será que algum dia conseguirei descobrir? ”

Hoje, passado quase dois meses consegui um trabalho..

Sinto um "coctail de emoções".. uma euforia enorme, uma alegria contagiante..

Obrigada a ti.. a ti.. a ti e a TI

domingo, 25 de janeiro de 2009

Cansa sentir quando se pensa..

No ar da noite a madrugar
Há uma solidão imensa
Que tem por corpo o frio do ar..

Neste momento insone e triste
Em que não sei quem hei-de ser,
pesa-me o informe real que existe
Na noite antes de amanhecer..

Tudo isto me parece tudo..
E é uma noite a ter um fim
Um negro astral silêncio surdo
E não poder viver assim..

Fernando Pessoa

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Perder..

A arte de perder não é difícil de se dominar;
tantas coisas parecem cheias da intenção

de se perderem que a sua perda não é uma calamidade.

Perder qualquer coisa todos os dias. Aceitar a agitação
de chaves perdidas, a hora mal passada.
A arte de perder não é difícil de se dominar.

Então procura perder mais, perder mais depressa:
lugares e nomes e para onde se tencionava

viajar. Nenhuma destas coisas trará uma calamidade.

Perdi o relógio da minha mãe. E olha! a última, ou
a penúltima, de três casas amadas desapareceu.
A arte de perder não é difícil de se dominar.

Perdi duas cidades encantadoras: e, mais vastos ainda,
reinos que possuía, dois rios, um continente.
Sinto a falta deles, mas não foi uma calamidade.
Mesmo o perder-te (a voz trocista, um gesto
que amo) não foi diferente disso. É evidente
que a arte de perder não é muito difícil de se dominar
mesmo que nos pareça (toma nota!) uma calamidade.

Elizabeth Bishop