quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Perder..
A arte de perder não é difícil de se dominar;
tantas coisas parecem cheias da intenção
de se perderem que a sua perda não é uma calamidade.
Perder qualquer coisa todos os dias. Aceitar a agitação
de chaves perdidas, a hora mal passada.
A arte de perder não é difícil de se dominar.
Então procura perder mais, perder mais depressa:
lugares e nomes e para onde se tencionava
viajar. Nenhuma destas coisas trará uma calamidade.
Perdi o relógio da minha mãe. E olha! a última, ou
a penúltima, de três casas amadas desapareceu.
A arte de perder não é difícil de se dominar.
Perdi duas cidades encantadoras: e, mais vastos ainda,
reinos que possuía, dois rios, um continente.
Sinto a falta deles, mas não foi uma calamidade.
Mesmo o perder-te (a voz trocista, um gesto
que amo) não foi diferente disso. É evidente
que a arte de perder não é muito difícil de se dominar
mesmo que nos pareça (toma nota!) uma calamidade.
reinos que possuía, dois rios, um continente.
Sinto a falta deles, mas não foi uma calamidade.
Mesmo o perder-te (a voz trocista, um gesto
que amo) não foi diferente disso. É evidente
que a arte de perder não é muito difícil de se dominar
mesmo que nos pareça (toma nota!) uma calamidade.
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
Tenho esperança? Não tenho..
Tenho esperança? Não tenho..
Tenho vontade de a ter?
Não sei. Ignoro a que venho,
Quero dormir e esquecer..
Se houvesse um bálsamo da alma,
Que a fizesse sossegar,
Cair numa qualquer calma
Em que, sem sequer pensar,
Pudesse ser toda a vida,
Pensar todo o pensamento..
Então [...]
Tenho esperança? Não tenho..
Tenho vontade de a ter?
Não sei. Ignoro a que venho,
Quero dormir e esquecer..
Se houvesse um bálsamo da alma,
Que a fizesse sossegar,
Cair numa qualquer calma
Em que, sem sequer pensar,
Pudesse ser toda a vida,
Pensar todo o pensamento..
Então [...]
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

O meu mundo não é como o dos outros, quero demais, exijo demais; há em mim uma sede de infinito, uma angústia constante que eu nem mesma compreendo, pois estou longe de ser uma pessoa; sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada, uma alma que não se sente bem onde está, que tem saudade...sei lá de quê!
Florbela Espanca
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
Mudanças..
Por mais que fujamos de alguma coisa, ela acaba por aparecer no nosso caminho. Talvez seja a hora de parar de fugir e começar a procurar sem restrições ou preconceitos.. só procurar.. Procurar sem desistir.. e quando chegarem as dúvidas ou os desânimos, volto a procurar e procurar.. Sempre até encontrar.. quanto mais não seja o caminho da procura…
De volta ao Porto..
Por mais que fujamos de alguma coisa, ela acaba por aparecer no nosso caminho. Talvez seja a hora de parar de fugir e começar a procurar sem restrições ou preconceitos.. só procurar.. Procurar sem desistir.. e quando chegarem as dúvidas ou os desânimos, volto a procurar e procurar.. Sempre até encontrar.. quanto mais não seja o caminho da procura…
De volta ao Porto..
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