domingo, 7 de dezembro de 2008

Puzzle..


Há vários tipos de pessoas na nossa vida..

Aquelas que simplesmente passam...
Aquelas que entram e saem sem se quer nos apercebermos..
Aquelas que entram e só nos apercebemos quando saiam..
Aquelas que entram.. ficam.. e saiam..
Aquelas que entram e suplicamos para que saiam..
Aquelas que queremos que entrem e que não saiam..
Aquelas que entram e ficam..

sábado, 6 de dezembro de 2008

Distância é algo que se mede?

Não... acho que não.. Distância é algo que se sente...
A distância é uma coisa triste, dura e fria... é algo que magoa, e que cresce e cresce cada vez mais...

Ser distante é uma opção, estar distante é uma condição...


sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Trabalho ou Emprego?

Desde pequena que me fazem a típica pergunta “O que queres ser quando for grande?”, eu meia atrapalhada ia respondendo que não sabia, mas pensava sempre que o que queria era um trabalho.

Hoje “já grande”, olho para trás e apercebo-me que estava errada, que na verdade o que eu mais queria era ter um emprego e não um trabalho!

Nos últimos dias tenho andado a pensar a diferença entre as duas palavras, não a diferença de significado mas a diferença no dia-a-dia. A palavra trabalho faz-me lembrar esforço, ocupação, qualquer coisa para produzir riqueza… Enquanto a palavra emprego lembra-me produção, dedicação, esforço, motivação, empenho…

Hoje estava no meu “novo entretém” (ginásio), e comecei a ver uma professora de Natação com os seus miúdos e deu-me uma inveja incrível, não pela quantidade de miúdos que estavam a sua volta mas pelo ar de “realizada” com que estava no seu emprego, a ensinar os miúdos a nadar. Comecei a imaginar como deve ser bom fazer o que realmente gostamos e ainda receber por isso.

Acho que simplesmente ando ocupada com trabalho e não consegui descobrir o meu emprego …

Será que algum dia conseguirei descobrir?


quarta-feira, 3 de dezembro de 2008



"A que se deve a cegueira que nos vira para dentro e destrói? Será que o egoísmo nos cega e separa do mundo à nossa volta? Creio que este filme nos coloca perante esta questão, por todos nós vivida e experimentada nas relações que temos no nosso quotidiano.

Em Ensaio sobre a Cegueira, vemos uma cidade onde uma epidemia se espalha pelos seus habitantes. Questionamos-nos se somos nós quem está ali representado. Esta metáfora da sociedade, aliás, é propositada e assumida. Perante a falta de visão, perdem-se os padrões morais e as personagens caiem em extremos onde o individualismo impera. O individualismo desumaniza porque nós, humanos, não somos como ilhas isoladas. Os outros constituem parte da nossa própria essência. Pode ser uma visão perversa e distorcida do homem, pois lembra-me episódios históricos como o Holocausto.

Entre os cegos, porém, há uma personagem que vê. Hesitamos a compararmo-nos a ela. Apesar de ter o dom da vista, vê aquilo que não queria ver. Penso ser este, às vezes, e em momentos de menos esperança, o dilema de uma pessoa lúcida, que procura a verdade onde ela está.

Apesar de tudo, mesmo no meio deste inferno, vislumbramos um pequeno pedaço de Céu: não mais do que dois minutos, onde o verdadeiro bem-estar reina ao som de uma música e da voz de um velhinho simpático. Os afectados por esta cegueira, cansados, sossegam… "

João Pupo

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Amigo aprendiz

Quero ser o teu amigo. Nem demais e nem de menos.
Nem tão longe e nem tão perto.
Na medida mais precisa que eu puder.
Mas amar-te sem medida e ficar na tua vida,
Da maneira mais discreta que eu souber.
Sem tirar-te a liberdade, sem jamais te sufocar.
Sem forçar tua vontade.
Sem falar, quando for hora de calar.
E sem calar, quando for hora de falar.
Nem ausente, nem presente por demais.
Simplesmente, calmamente, ser-te paz.
É bonito ser amigo, mas confesso é tão difícil aprender!
E por isso eu te suplico paciência.
Vou encher este teu rosto de lembranças,
Dá-me tempo, de acertar nossas distâncias...

Fernando Pessoa


Obrigada pelo sorriso roubado =)



De António Lobo Antunes
Letrinhas de cantigas


Estou aqui como se te procurasse
A fingir que não sei aonde estás.
Queria tanto falar-te e se falasse
Dizer as coisas que não sou capaz.
.
Dizer, eu sei lá, que te perdi
Por não saber achar-te à minha beira
E na casa deserta então morri
Com a luz do teu sorriso à cabeceira.
.
Queria tanto falar-te e não consigo
Explicar o que se sofre, o que se sente
E perguntar como ao teu retrato digo
Se queres casar comigo novamente.


domingo, 23 de novembro de 2008

Lembranças..


"Agora que o silêncio é um mar sem ondas,
E que nele posso navegar sem rumo,
Não respondas
Às urgentes perguntas
Que te fiz.
Deixa-me ser feliz
Assim,
Já tão longe de ti como de mim.

Perde-se a vida a desejá-la tanto.
Só soubemos sofrer, enquanto
O nosso amor
Durou.
Mas o tempo passou,
Há calmaria...
Não perturbes a paz que me foi dada.
Ouvir de novo a tua voz seria
Matar a sede com água salgada."